Notícia Criciúma hoje: casal é morto a tiros, e ex-marido de 73 anos é o principal suspeito
Notícia Criciúma hoje: polícia investiga a morte a tiros de um casal no bairro Mina do Toco, em Criciúma, e procura o ex-marido, de 73 anos, apontado como principal suspeito
Criciúma, no Sul de Santa Catarina, registrou na madrugada deste sábado, 22 de agosto, a morte a tiros de um casal dentro de casa no bairro Mina do Toco. De acordo com a Polícia Militar, o chamado de emergência ocorreu por volta de 0h08, e as vítimas foram localizadas já sem sinais vitais.
As vítimas foram identificadas como Neide Pavan Vieira, de 68 anos, e Afonso Becker, de 70. Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, o ex-marido de Neide, um homem de 73 anos, é o principal suspeito e está sendo procurado pelas equipes de investigação em Criciúma.
Segundo a corporação, o caso é apurado como feminicídio, no que diz respeito à morte de Neide, e como homicídio em relação a Afonso. A apuração inicial indica que o suspeito teria fugido do local com o carro da ex-companheira. Até o momento, não há registro de prisões relacionadas ao crime em Criciúma.
O que aconteceu, segundo a polícia, e como foi o atendimento em Criciúma
A ocorrência em Criciúma começou com a ligação para a central da Polícia Militar pouco depois da meia-noite, às 0h08. Uma guarnição foi enviada ao bairro Mina do Toco, onde os policiais encontraram o casal sem vida dentro do imóvel. A área foi isolada para trabalho pericial.
Informações iniciais apuradas pela Polícia Civil de Santa Catarina apontam que Neide e o principal suspeito se divorciaram há cerca de um ano. A equipe de investigação trabalha para reconstruir a dinâmica do crime e confirmar se houve premeditação, além de coletar depoimentos de pessoas próximas.
Os corpos de Neide Pavan Vieira e Afonso Becker apresentavam marcas de disparos de arma de fogo. A perícia oficial foi acionada para identificar o calibre utilizado e possíveis vestígios que ajudem a apontar a autoria e o percurso do suspeito após deixar o endereço em Criciúma.
Em complementação, a polícia catarinense informou que o ex-marido de 73 anos é tratado como o principal autor. Ele teria deixado o local utilizando o carro da ex-companheira, informação que orienta as diligências na cidade e em rodovias da região Sul de Santa Catarina.
As autoridades reforçam que as investigações seguem em sigilo para não comprometer a localização do suspeito. As buscas contam com equipes de Criciúma e apoio de unidades próximas, que monitoram possíveis rotas de fuga.
Até a última atualização, a polícia não havia divulgado detalhes sobre a motivação do crime, nem sobre antecedentes criminais do investigado. As linhas de apuração consideram o histórico do relacionamento e eventuais episódios de conflito prévio.
Peritos seguem coletando impressões digitais, projéteis e o posicionamento de cápsulas deflagradas, além de imagens de câmeras públicas e privadas no entorno do bairro Mina do Toco, em Criciúma, para traçar a sequência de eventos que levou às mortes.
Por se tratar de um caso com indícios de violência de gênero, a morte de Neide é enquadrada, em tese, como feminicídio, enquanto o assassinato de Afonso é alvo de inquérito por homicídio. Essa classificação, segundo especialistas, orienta prazos, diligências e eventuais medidas protetivas analisadas durante processos semelhantes.
O inquérito da Polícia Civil deve reunir laudos periciais, depoimentos, eventuais registros de ocorrência prévios e relatórios da Polícia Militar que atuou primeiro em Criciúma, compondo o dossiê a ser encaminhado ao Ministério Público.
O que você precisa saber:
- Quando: madrugada de sábado, 22 de agosto, com acionamento às 0h08.
- Onde: residência no bairro Mina do Toco, em Criciúma, Sul de SC.
- Vítimas: Neide Pavan Vieira, 68, e Afonso Becker, 70.
- Suspeito: ex-marido de Neide, 73, procurado pela Polícia Civil de Santa Catarina.
- Investigação: caso tratado como feminicídio e homicídio.
Buscas e investigação em Criciúma, SC: diligências, veículo e apelos por informações
Em Criciúma, as equipes policiais concentram os esforços na localização do ex-marido de 73 anos. A informação de que ele teria fugido no carro da ex-companheira direciona a checagem de imagens de monitoramento urbano e de postos de combustível da região.
A Polícia Civil de Santa Catarina lidera o inquérito, apoiada por guarnições da Polícia Militar. As duas corporações atuam de forma integrada para colher depoimentos, analisar o entorno do imóvel e buscar pistas que levem ao paradeiro do investigado.
Moradores do bairro Mina do Toco que tenham ouvido barulhos de disparos ou observado movimentação anormal na noite anterior são considerados peças-chave para o avanço do caso em Criciúma. Informações confiáveis ajudam a compor a linha do tempo dos acontecimentos.
As autoridades solicitam à população que, ao reconhecer o veículo ou o suspeito, não faça abordagem direta. O recomendado é acionar o 190 para emergências ou registrar denúncia pelos canais da Polícia Civil, como o Disque 181 ou o 197, preservando o anonimato quando necessário.
Durante as diligências, é comum que as equipes confiram oficinas mecânicas, pátios, pensões e áreas rurais próximas a Criciúma, locais que, em alguns casos, são usados por foragidos para se esconder temporariamente. A rede de fiscalização em rodovias também é acionada.
O trabalho pericial é determinante para vincular o suspeito à cena do crime. Vestígios como resíduos de pólvora, pegadas e marcas de pneu podem fortalecer a materialidade e a autoria, além de comprovar a rota de fuga a partir do bairro Mina do Toco, em Criciúma.
Segundo a polícia catarinense, o histórico do relacionamento entre Neide e o ex-marido, com divórcio há cerca de um ano, é um elemento relevante na apuração, já que pode indicar eventual escalada de conflitos e ameaças prévias, comuns em situações que culminam em feminicídios.
Em paralelo, a investigação busca identificar se havia medida protetiva, registro de ocorrência anterior ou qualquer restrição judicial em aberto. A confirmação desses dados contribui para entender o contexto de risco previamente enfrentado pela vítima em Criciúma.
Conforme avançam as diligências em Criciúma e cidades do entorno, a polícia pede responsabilidade ao compartilhar conteúdo nas redes sociais. A propagação de boatos pode atrapalhar a coleta de provas e a checagem de informações essenciais para capturar o suspeito.
Manifestar apoio às famílias e evitar a divulgação de imagens sensíveis é uma recomendação frequente em ocorrências com grande comoção pública, como a registrada em Criciúma. A empatia e o respeito às vítimas ajudam a preservar a dignidade de todos os envolvidos.
Entenda o enquadramento por feminicídio e sinais de alerta em relacionamentos abusivos
No Brasil, o feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, conforme a Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal. Em casos como o de Criciúma, quando há suspeita de motivação relacionada à violência doméstica, a investigação adota esse enquadramento desde o início.
O enquadramento por feminicídio considera fatores como histórico de ameaças, agressões anteriores e situação de relacionamento íntimo, incluindo casos de ex-companheiros. O caso de Neide Pavan Vieira se encaixa nessa linha de apuração, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.
Em geral, sinais de alerta em relacionamentos abusivos incluem controle excessivo, isolamento social da vítima, ciúme constante, monitoramento de celular, chantagens e episódios de agressão verbal ou física. A escalada de violência costuma anteceder atos extremos.
Para quem enfrenta situações de risco em Criciúma, buscar ajuda cedo é crucial. O 190 atende emergências imediatas, enquanto o 180, Central de Atendimento à Mulher, oferece orientação e encaminhamento, 24 horas por dia. Denúncias anônimas podem ser feitas ao 181.
O acompanhamento por redes de proteção, como serviços municipais, defensoria, Ministério Público e varas especializadas, contribui para aumentar a segurança da vítima. Em Santa Catarina, a integração entre as forças de segurança e serviços psicossociais é uma diretriz para casos de violência doméstica.
Medidas protetivas de urgência podem ser solicitadas ao Judiciário, e a autoridade policial pode pedir o afastamento do agressor. A fiscalização dessas medidas envolve monitoramento e visitas, de acordo com a disponibilidade de programas e equipes em cada município.
É importante que familiares e amigos estejam atentos a mudanças repentinas de comportamento, como medo de sair de casa, interrupção de rotinas e marcas de agressões. Ao notar sinais, oferecer apoio, sem julgamento, e orientar sobre canais de atendimento ajuda a salvar vidas.
No âmbito investigativo, a correta preservação da cena, em casos como o de Criciúma, é essencial. Não mexer em objetos, não circular pelo ambiente e esperar as autoridades são condutas que protegem evidências e aceleram a perícia.
Após a conclusão do inquérito, os autos são encaminhados ao Ministério Público, que analisa a denúncia. Em feminicídios, a pena é mais severa, refletindo a gravidade desse tipo de crime. A responsabilização do autor é parte central da prevenção e da justiça para as vítimas.
O episódio em Criciúma reacende o debate sobre prevenção e rede de proteção. A orientação das autoridades é que todo caso de ameaça, perseguição ou agressão seja comunicado o quanto antes, o que possibilita respostas mais rápidas e eficazes.
serviços e contatos em Criciúma
Em caso de emergência ou risco iminente em Criciúma, o contato imediato deve ser o 190 da Polícia Militar. Para informações de investigação e denúncias anônimas, os canais da Polícia Civil incluem o 181 e o 197. A Central de Atendimento à Mulher 180 funciona 24 horas.
Se você presenciou algo relevante na área do bairro Mina do Toco, em Criciúma, como o deslocamento de um veículo suspeito no horário do crime, compartilhe detalhes com a polícia pelos canais oficiais. Detalhes sobre cor, modelo e direção tomada podem ajudar.
Pedidos de medida protetiva podem ser encaminhados pela autoridade policial e referendados pelo Judiciário. Em situações de risco contínuo, procure orientação jurídica e apoio psicossocial nos serviços municipais e estaduais disponíveis em Santa Catarina.
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