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São Sebastião, DF – 23 de abril de 2026
A comunidade de São Sebastião, no Distrito Federal, foi abalada por uma tragédia que expõe a fragilidade da segurança pública e os desafios enfrentados por famílias de jovens desaparecidos. Samuel Coutinho Ferreira, de apenas 17 anos, saiu de casa na noite de 9 de abril para encontrar amigos e nunca mais voltou. Seu corpo foi localizado oito dias depois, em uma construção abandonada, gerando comoção e levantando questões sobre os protocolos de investigação de desaparecimentos no DF.
O caso de Samuel não é isolado. Segundo dados do Ministério da Justiça, mais de 66 mil pessoas desapareceram no Brasil em 2024, sendo aproximadamente 20 mil crianças e adolescentes. No Distrito Federal, embora as autoridades afirmem que até 99% dos casos sejam solucionados, cada história de desaparecimento representa um drama familiar imensurável.
Na noite de 9 de abril, por volta das 18h40, Samuel saiu de casa dizendo ao pai, Jailson dos Santos, que iria encontrar alguns amigos em uma quadra próxima. O jovem era praticante de tênis e tinha treino marcado para o dia seguinte, além de uma partida importante. Apesar da insistência do pai para que não saísse, Samuel garantiu que voltaria em cerca de duas horas.
Às 22h, o adolescente enviou uma mensagem informando que estava na casa de uma colega. Essa foi a última comunicação direta com a família. Câmeras de segurança registraram Samuel pela última vez na madrugada de 10 de abril, no bairro Vila Green, caminhando acompanhado de um casal desconhecido da família.
De acordo com informações apuradas pela reportagem e confirmadas por fontes policiais, a linha do tempo do caso é a seguinte:

Jailson dos Santos, pai de Samuel, relatou em entrevista à imprensa a angústia dos dias de busca. “Não tínhamos informação nenhuma. Foi uma angústia sem tamanho”, desabafou o cabeleireiro de 40 anos. Ao acordar na manhã de 10 de abril para chamar o filho para o treino de tênis, percebeu que algo estava errado.
As tentativas de contato começaram ainda pela manhã, sem sucesso. Mensagens não eram respondidas e as ligações não completavam. Uma ligação chegou a ser atendida por volta do meio-dia, mas foi encerrada imediatamente, aumentando a preocupação da família.
Sem pistas concretas das autoridades, a família iniciou uma busca por conta própria, espalhando cartazes e fotos de Samuel em pontos estratégicos da região. Informações de conhecidos indicavam que o adolescente havia encontrado os amigos e depois seguido para a casa de uma jovem.
A família foi até o endereço da garota, mas encontrou versões contraditórias. Inicialmente, ela afirmou que Samuel havia saído de lá por volta da meia-noite. Entretanto, imagens de câmeras de segurança obtidas posteriormente mostraram que o adolescente deixou a residência sozinho durante a madrugada, às 2h05.
Na sexta-feira, 17 de abril, veio a notícia que nenhuma família quer receber: um corpo em decomposição havia sido encontrado em uma construção na Quadra 103 do Residencial Oeste, por moradores da região. O pai se dirigiu imediatamente à delegacia, mas foi informado inicialmente de que não se tratava de seu filho.
No entanto, ao ver as fotos do cadáver, Jailson identificou que as características batiam com as de Samuel. O adolescente foi reconhecido pelas roupas que usava ao sair de casa: blusa de manga comprida preta, calça preta e um par de tênis branco.
Jailson critica duramente o atendimento recebido na delegacia e afirma que houve descaso durante as buscas pelo jovem. “Não deixaram eu ver o corpo do meu filho. Não foi nem a polícia que encontrou. Não deram importância”, relata o pai.
O corpo foi encontrado em uma área próxima à delegacia, o que aumenta a indignação da família. Segundo Jailson, o celular do adolescente segue desaparecido, embora ainda estivesse recebendo chamadas e mensagens mesmo depois do corpo ter sido encontrado.
Samuel Coutinho Ferreira era descrito por familiares e amigos como um jovem alegre, carinhoso e bem-humorado. Praticante dedicado de tênis, ele se preparava para seguir carreira profissional no esporte, disputava torneios e havia conquistado uma bolsa esportiva.
“Ele estava feliz, ajudando na loja da família, cuidando da irmã. Um rapaz brincalhão, de coração inocente”, lembra o pai com emoção. O talento de Samuel nos courts prometia um futuro brilhante, brutalmente interrompido.
Sob forte comoção de familiares e amigos, o corpo de Samuel foi enterrado no domingo, 19 de abril, no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, em uma cerimônia marcada por lágrimas e indignação.
As investigações estão sendo conduzidas pela 30ª Delegacia de Polícia de São Sebastião. Segundo o delegado-chefe Rooney Matsui, ainda “não há nada de concreto” em relação à causa da morte de Samuel.
“Estamos em campo buscando informações. Ontem mesmo, já cumprimos uma primeira medida cautelar pelo Judiciário. Os objetos apreendidos também estão sendo encaminhados para perícia”, explicou o delegado em entrevista à imprensa.
O delegado destaca que a ajuda da comunidade é fundamental para auxiliar nas investigações. Qualquer informação a respeito do caso pode ser encaminhada para o número 197. O anonimato é garantido.
“Esperamos que logo tenhamos notícias, com autor(es) identificados e presos, para assim trazer alguma paz aos familiares”, concluiu Matsui.
O caso de Samuel insere-se em um contexto mais amplo e preocupante. De acordo com dados da Polícia Civil do DF, cerca de 40% dos registros de desaparecimento são feitos nas primeiras 24 horas, e a corporação possui um protocolo de atuação que é considerado referência nacional.
Dados do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil, lançado em 2025 pelo Ministério dos Direitos Humanos e a UnB, revelam que em 2024, mais de 66 mil pessoas desapareceram no Brasil. Dessas, aproximadamente 20 mil eram crianças e adolescentes com até 17 anos.
A Polícia Civil do DF tem utilizado tecnologias inovadoras no combate aos desaparecimentos, incluindo o alerta Amber, um mecanismo acionado em parceria com o Ministério da Justiça e a Meta. Quando há desaparecimento de criança ou adolescente em situação de risco, a área de inteligência da Polícia Civil aciona o sistema, que divulga foto e dados da pessoa desaparecida para usuários do Instagram e Facebook em um raio de aproximadamente 160 quilômetros.
| Categoria | Dados 2024 | Observações |
|---|---|---|
| Total de Desaparecimentos | Mais de 66 mil pessoas | Dados do Ministério da Justiça |
| Crianças e Adolescentes (0-17 anos) | Aproximadamente 20 mil | Cerca de 30% do total |
| Pessoas Localizadas | 43,5 mil | Taxa de resolução de 65% |
| Taxa de Resolução no DF | Até 99% dos casos | Segundo delegado da PCDF |
| Perfil Majoritário | Homens adultos | Padrão nacional |
| Meninas vs. Meninos (12-17 anos) | Mais meninas desaparecem | Inversão do padrão geral |
| Registros nas 24h iniciais (DF) | Cerca de 40% | Indicador positivo para investigação |
Importante: A rapidez no registro do desaparecimento aumenta significativamente as chances de localização da pessoa. Em casos envolvendo crianças e adolescentes, cada minuto conta.
Casos como o de Samuel Coutinho demonstram a importância da participação da comunidade nas investigações. Além do canal oficial da Polícia Civil (197), existem outras formas de contribuir:
Procure a delegacia mais próxima imediatamente para registrar o Boletim de Ocorrência. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar 24 ou 48 horas para fazer a denúncia. Quanto mais rápido o registro, maiores as chances de localização.
Leve foto recente da pessoa, descrição de roupas e características físicas, informações sobre rotina, contatos de amigos e familiares, dados de redes sociais e número de telefone. Se possível, tenha em mãos documentos pessoais da pessoa desaparecida.
O alerta Amber é acionado em casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em situação de risco. Através de parceria com a Meta, a foto e dados da pessoa desaparecida são divulgados no Instagram e Facebook para usuários em um raio de 160 km, aumentando drasticamente as chances de localização.
No geral, homens adultos são a maioria dos desaparecidos. Porém, quando analisamos especificamente o grupo de 12 a 17 anos, há mais registros de desaparecimento de meninas do que de meninos.
Sim, o celular é uma ferramenta crucial. A polícia pode rastrear a última localização, analisar mensagens e chamadas, e verificar atividades em redes sociais. Por isso, é importante informar o número e operadora da vítima.
No Distrito Federal, você pode ligar para o número 197 (Polícia Civil). O anonimato é garantido por lei. Também é possível fazer denúncias pelo Disque 100 (Direitos Humanos).
O desaparecimento voluntário ocorre quando a pessoa decide sair sem avisar, geralmente por problemas familiares ou pessoais. O involuntário envolve situações de sequestro, acidentes, crimes ou problemas de saúde mental. Ambos devem ser registrados na polícia.
Sim, no Distrito Federal, segundo autoridades, até 99% dos casos são solucionados. No Brasil, em 2024, de 66 mil desaparecimentos, 43,5 mil pessoas foram localizadas, representando uma taxa de resolução de aproximadamente 65%.
O caso de Samuel Coutinho Ferreira é um alerta doloroso sobre a vulnerabilidade dos jovens e a necessidade urgente de protocolos mais eficientes de investigação. Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias de sua morte, uma família e uma comunidade inteira choram a perda de um talento promissor e de um jovem cheio de sonhos.
A tragédia também evidencia a importância da rapidez nas ações após um desaparecimento, da colaboração entre família, comunidade e autoridades, e da necessidade de investimento contínuo em tecnologias e treinamento para lidar com esses casos.
Samuel era mais que uma estatística. Era um filho, um amigo, um atleta promissor. Sua história deve servir como inspiração para que autoridades e sociedade trabalhem juntas para evitar que outras famílias passem pela mesma dor.
Fontes e Referências:
Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe Nivailton Santos. O Manual de São Sebastião DF reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana do editor.