canetas emagrecedoras devem impulsionar academias em são paulo, diz CEO da Bodytech

Com canetas emagrecedoras em São Paulo ganhando popularidade, previsão é de impulso às academias e novos serviços, avalia o CEO da Bodytech, que cita envelhecimento da população e IA como vetores

São Paulo aparece no centro de um movimento que pode redesenhar a rotina das academias: a expansão do uso das chamadas canetas emagrecedoras. Em declarações divulgadas em 22 de agosto de 2026, o CEO da Bodytech, Luiz Urquiza, afirmou que a chegada de versões mais acessíveis desses medicamentos tende a impulsionar o setor e a criar novas frentes de atendimento para o público local.

Segundo o executivo, a provável redução de preços após a queda de patentes de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro deve atrair mais pessoas a programas de atividade física, acompanhamento nutricional e treinos estruturados, o que pode beneficiar diretamente as redes presentes em São Paulo. Ele acrescenta que o envelhecimento da população e a medicina preventiva reforçam essa tendência.

A Bodytech se apresenta como a maior rede premium do país, com cerca de 100 unidades e 150 mil clientes. Para Urquiza, o papel das academias na capital paulista vai além do treinamento, incluindo saúde, convívio social e suporte para quem busca perder peso, especialmente os usuários das canetas emagrecedoras.

Na avaliação do executivo, o setor em São Paulo terá a chance de oferecer rotinas personalizadas para quem utiliza os fármacos, com foco em manutenção de massa muscular, orientação de profissionais qualificados e integração entre treino, nutrição e acompanhamento de resultados.

Como a Bodytech vê o efeito das canetas emagrecedoras no público de São Paulo

Urquiza sustenta que os medicamentos não representam uma ameaça ao negócio das academias, mas uma oportunidade para qualificar a entrega. Em suas palavras, as canetas emagrecedoras podem se tornar “um dos maiores vetores de impulso do mercado” à medida que ganharem escala e ficarem mais baratas. Em cidades com grande oferta de serviços, como São Paulo, isso tende a acelerar a busca por treinos e avaliações mais completas.

O executivo reconhece, no entanto, que muitos modelos tradicionais de academias ainda não foram concebidos para atender de forma específica quem faz uso de GLP-1 e fármacos correlatos. Ele diz que a adoção dos remédios pelos clientes ocorreu em ritmo muito rápido, o que exige do setor ajustes de portfólio e de acompanhamento para esse público em São Paulo e em outras grandes praças.

Para o consumidor paulistano, a consequência prática deve ser a ampliação de pacotes que combinem musculação, atividades cardiovasculares de baixo impacto e orientação nutricional, sempre com suporte de profissionais de saúde e educação física. A expectativa é que esse movimento reduza desistências, favoreça a recomposição de massa magra e ajude a preservar resultados no médio e longo prazos.

Em paralelo, cresce o espaço para serviços de avaliação física mais frequentes, controle de métricas e programas progressivos de treino. Academias que investirem nessa jornada do aluno, argumenta Urquiza, terão condições de fidelizar quem chega motivado pelos medicamentos e quer integrar a prática de exercícios à rotina em São Paulo.

O raciocínio do executivo parte da leitura de que as megatendências atuais, como envelhecimento da população e busca por bem-estar, sustentam um mercado em transformação. Nesse cenário, ele propõe reposicionar a rede não apenas como academia, mas como plataforma de prevenção, saúde e socialização, com potencial de ampliar a participação do segmento no PIB.

  • Ponto central: a queda de patentes e a consequente redução de preços de Ozempic, Wegovy e Mounjaro podem ampliar a base de alunos em São Paulo.
  • Desafio: adaptar o atendimento para usuários de canetas emagrecedoras, com foco em segurança, massa magra e acompanhamento.
  • Oportunidade: criação de serviços integrados que combinem treino, nutrição e monitoramento de dados.
  • Tendência: envelhecimento e medicina preventiva reforçam a demanda por academias com propostas mais completas.

Tendências que sustentam a aposta: envelhecimento, prevenção e IA no contexto de São Paulo

De acordo com Urquiza, o avanço do envelhecimento no Brasil, realidade também sentida em São Paulo, pressiona empresas e famílias a priorizar prevenção e qualidade de vida. Essa mudança cultural favorece serviços regulares de atividade física, o que cria uma avenida de crescimento para academias que consigam dialogar com públicos de diferentes faixas etárias.

O executivo destaca a medicina preventiva como um pilar, principalmente em contratos corporativos. Companhias que buscam reduzir absenteísmo, melhorar o clima de trabalho e elevar a produtividade tendem a ampliar benefícios ligados a bem-estar. Em uma metrópole como São Paulo, onde se concentram grandes sedes empresariais, a adoção de programas de ginástica e acompanhamento de saúde como parte do pacote de RH vem ganhando consistência.

Urquiza também cita o papel da inteligência artificial na relação com o consumidor. A tecnologia permite personalizar treinos, adaptar cargas de acordo com respostas individuais, orientar progressão e elevar a aderência a planos de longo prazo. Em São Paulo, onde o perfil do aluno é heterogêneo e o tempo é escasso, soluções digitais que encurtam o caminho entre anamnese, treino e resultado podem ser determinantes para reter clientes.

Nesse desenho, as canetas emagrecedoras funcionam como porta de entrada para um ecossistema de serviços. A partir do momento em que o aluno percebe a necessidade de treinar para preservar massa muscular e sustentar as metas de perda de peso, abre-se espaço para pacotes de acompanhamento recorrente, o que tende a elevar ticket médio e receita por cliente nas unidades da capital.

A visão de plataforma citada por Urquiza envolve integrar saúde, bem-estar, fitness e suplementos. Ao deixar de ser apenas um espaço de aparelhos, a academia se posiciona como um ponto de encontro e cuidado contínuo, alinhado à rotina de quem vive em São Paulo e precisa de serviços previsíveis, próximos de casa ou do trabalho, e com suporte profissional constante.

Agregadores, Wellhub e expansão por franquias: efeitos para o mercado paulistano

Para lidar com o crescimento do mercado e equilibrar forças comerciais, a Bodytech optou por firmar exclusividade com o Wellhub (ex-Gympass). Urquiza afirma que competir isoladamente com agregadores é inviável e que a parceria garante voz ativa na negociação, melhor controle de fluxo de clientes e previsibilidade de receitas, algo particularmente relevante em uma praça competitiva como São Paulo.

O CEO recorda que a empresa estabeleceu desde 2019 uma referência interna para a participação de agregadores no faturamento. Segundo ele, “no máximo cerca de um quarto da receita da companhia viria de agregadores”, o que ajuda a evitar dependência excessiva e preserva margem na operação direta com os alunos, inclusive nas unidades paulistanas.

No front de crescimento, a companhia acelerou a abertura de unidades por meio de franquias, estratégia pensada para chegar a cidades médias do país e ampliar capilaridade. Embora a capital paulista já concentre grande oferta, a expansão por franquias cria canais de distribuição e reforça a marca, com reflexos na visibilidade e nas parcerias firmadas a partir de São Paulo.

Urquiza reconhece que o ambiente econômico impõe cautela. O avanço de renda e emprego segue sendo determinante para a decisão das famílias sobre quanto destinar a lazer, saúde preventiva e entretenimento. Em períodos de aperto, a prioridade do consumidor muda, o que exige das redes paulistanas pacotes mais flexíveis, planos acessíveis e comunicação clara sobre valor agregado.

Mesmo com esse condicionante, o executivo avalia que as megatendências citadas criam um colchão de demanda. O uso das canetas emagrecedoras, a busca por prevenção e a incorporação de IA nos serviços compõem um ciclo virtuoso para o setor, com efeito direto no tráfego e na permanência dos alunos em São Paulo.

outras informações e contexto para quem treina em São Paulo

Para quem vive em São Paulo e considera iniciar ou retomar treinos, a mensagem que emerge das declarações de Urquiza é que o ecossistema das academias deve ficar mais abrangente. O público que usa canetas emagrecedoras tende a procurar orientação para preservar massa magra, ajustar o volume de exercícios e estruturar planos de médio prazo, alinhados a metas realistas.

O crescimento previsto envolve integração entre modalidades, com musculação, treinos funcionais e aeróbicos de baixa a moderada intensidade, sempre com atenção à recuperação e à segurança. Em grandes redes, a coleta e a leitura de dados de desempenho devem ganhar relevância, apoiadas por ferramentas digitais, para que alunos consigam acompanhar evolução, respostas do corpo e marcos de saúde.

Em termos de serviço, a tendência é ver mais pacotes com avaliações periódicas, orientação nutricional e planos de treino escalonados. Academias em São Paulo que fizerem esse ajuste podem se diferenciar não só no atendimento a quem usa GLP-1, mas também a públicos sêniores e a trabalhadores de empresas que ampliam benefícios de bem-estar como parte de políticas de RH.

Para além dos medicamentos, o pano de fundo é a busca por consistência. O setor em São Paulo se posiciona para atender uma base mais diversa, que inclui quem chega motivado pelas canetas emagrecedoras e quem já treina há anos, mas procura serviços integrados, sociais e convenientes. Essa combinação de fatores, sustenta o CEO da Bodytech, deve elevar a relevância do fitness dentro do guarda-chuva de saúde e prevenção nos próximos anos.

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via Veja também folha uol

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